CATETER CENTRAL DE INSERÇÃO PERIFÉRICA NO NEONATO DE ALTO RISCO, UMA COMPETÊNCIA DO ENFERMEIRO INTENSIVISTA: RELATO DE CASO

Luzcena Barros, Loraine Diamente

Resumo


Introdução: anualmente, nascem em média mais de 15 milhões de bebês de baixo peso no mundo, em consequência de partos prematuros, principalmente em países em desenvolvimento. Objetivo: relatar a experiência do profissional enfermeiro na passagem de Cateter Central de Inserção Periférica (CCIP) no paciente neonatal de alto risco Metodologia: estudo descritivo, do tipo relato de caso, sobre a necessidade da utilização do CCIP em neonatos de alto risco. Procedimento realizado pelo enfermeiro intensivista da unidade de terapia intensiva neonatal de um hospital municipal do estado de São Paulo. Resultado e discussão: recém-nascida, pré-termo, do sexo feminino com 30 semanas, 1100g, apresentou sepse e teve necessidade de receber medicações endovenosas sendo necessária a colocação de CCIP em vários momentos, no decorrer da internação. Conclusão: conclui-se que a terapêutica intravenosa é de extrema importância para o neonato de alto risco, no entanto, a limitação da rede venosa, que o recém-nascido prematuro apresenta, torna difícil a prestação de cuidados na terapêutica endovenosa sendo imprescindível que o enfermeiro seja capacitado e qualificado para a realização da técnica de inserção do CCIP.


Palavras-chave


Recém-nascido. Prematuridade. Baixo peso. Cateter central de inserção periférica.

Texto completo:

PDF

Referências


ANDREAZZA, Marimar Goretti et al. Percepção da dor em neonatos pela equipe de enfermagem de unidade de terapia intensiva neonatal. Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde/Brazilian Journal of Health Research, v. 19, n. 4, p. 133-139, 2018.

ARIAS, Maria Carmenza Cuenca; GUINSBURG, Ruth. Differences between uni-and multidimensional scales for assessing pain in term newborn infants at the bedside. Clinics, v. 67, n. 10, p. 1165-1170, 2012.

BAGGIO, Maria Aparecida; DA SILVA BAZZI, Fernanda Cardoso; BILIBIO, Cássia Alcionara Conte. Cateter central de inserção periférica (picc): descrição da utilização em uti neonatal e pediátrica. Revista Gaúcha de Enfermagem, v. 31, n. 1, p. 70, 2010.

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE. DEPARTAMENTO DE AÇÕES PROGRAMÁTICAS E ESTRATÉGICAS. Atenção à saúde do recém-nascido: guia para os profissionais de saúde. 2011.

CENSO, I. B. G. E. Disponível em:< http://www. censo2010. ibge. gov. br/>. Acesso em, v. 23, 2010.

CHAWANPAIBOON, Saifon et al. Global, regional, and national estimates of levels of preterm birth in 2014: a systematic review and modelling analysis. The Lancet Global Health, 2018.

CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Resolução Nº 258/2001. Inserção de Cateter Periférico Central pelos Enfermeiros. Disponível em: http://www.cofen.gov.br/resoluo-cofen2582001_4296.html. Acesso em: 28 mai 2018.

COSTA, Priscila et al. Prevalência e motivos de remoção não eletiva do cateter central de inserção periférica em neonatos. Revista Gaúcha de Enfermagem, v. 33, n. 3, p. 126-133, 2012.

DAMASCENO, Jamile Rebouças et al. Nutrição em recém-nascidos prematuros e de baixo peso: uma revisão integrativa. Rev. Soc. Bras. Enferm. Ped, v. 14, n. 1, p. 40-6, 2014.

DE ALMEIDA CABRAL, Patrícia Fernanda et al. Análise do uso de cateter central de inserção periférica em Unidade de Cuidado Intensivo Neonatal. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 15, n. 1, p. 96-102, 2013.

DUARTE, Alexandra Paz Pereira; ELLENSOHN, Lisara. A operacionalização do processo de enfermagem em terapia intensiva neonatal. Rev. enferm. UERJ, v. 15, n. 4, p. 521-526, 2007.

FORMIGA, C. K. M. R.; LINHARES, M. B. M. Follow-up do desenvolvimento do bebê de risco. Sarmento GJV. Fisioterapia respiratória em pediatria e neonatologia, v. 2, p. 556-73.

FREITAS, Edinéia Machado de; NUNES, Zigmar Borges. O enfermeiro na práxis de cateter central de inserção periférica em neonato. Revista Mineira de Enfermagem, v. 13, n. 2, p. 215-224, 2009.

GAGNIER, Joel J. et al. The CARE guidelines: consensus-based clinical case reporting guideline development. Journal of medical case reports, v. 7, n. 1, p. 223, 2013.

HERNANDEZ, Ana Maria. Conhecimentos essenciais para atender bem o neonato. São José dos Campos: Pulso, 2003.

HERTZOG, David R.; WAYBILL, Peter N. Complications and controversies associated with peripherally inserted central catheters. Journal of Infusion Nursing, v. 31, n. 3, p. 159-163, 2008.

JANTSCH, Leonardo Bigolin et al. Utilização do cateter central de inserção periférica em neonatologia. Revista Baiana de Enfermagem‏, v. 28, n. 3, 2014.

LAMBLET, Luiz Carlos Ribeiro et al. Cateter central de inserção periférica em terapia intensiva de adultos. Rev bras ter intensiva, v. 17, n. 1, p. 23-7, 2005.

LEAL, M. C. et al. Nascer no Brasil: inquérito sobre parto e nascimento: sumário executivo temático da Pesquisa [Internet]. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2014.

NETTO, Santos et al. Flebite enquanto complicação local da terapia intravenosa: estudo de revisão. Rev Paul Enferm, v. 23, n. 3/4, p. 254-259, 2004.

NEVES, Priscila Nicoletti; RAVELLI, Ana Paula Xavier; LEMOS, Juliana Regina Dias. Atenção humanizada ao recém-nascido de baixo-peso (método mãe canguru): percepções de puérperas. Rev Gaúcha Enferm, v. 31, n. 1, p. 48-54, 2010.

PAES, Graciele Oroski et al. Incompatibilidade medicamentosa em terapia intensiva: revisão sobre as implicações para a prática de enfermagem. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 19.

PAIM, Beatriz Junqueira Pereira. Vínculo Pais-Bebê em UTI Neonatal: a educação de pais e a posição mãe-canguru. Editora da ULBRA, 2005.

PAIVA, Eny Dorea et al. Causas de remoção não eletiva do cateter epicutâneo em neonatos. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 47, n. 6, p. 1279-1284, 2013.

PETTIT, Janet; WYCKOFF, Mary Mason. Peripherally inserted central catheters: guideline for practice. National Association of Neonatal Nurses (NANN), 2001.

RODRIGUES, Zaira Simas; CHAVES, Edna Maria Camelo; CARDOSO, MVLML. Atuação do enfermeiro no cuidado com o cateter central de inserção periférica no recém-nascido. Rev bras enferm, v. 59, n. 5, p. 626-9, 2006.

SÁ NETO, José Antonio de. Enfermagem cuidando do recém-nascido na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal: um olhar ético da ação profissional. 2009. Tese de Doutorado. Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Faculdade de Enfermagem.

SCHMITT, Graciane Jacinta. Avaliação da implantação de medidas de boas práticas para prevenção de infecção relacionada a cateter venoso central em unidade de terapia intensiva neonatal em um hospital do sul do Brasil. 2015.

SIMSEN, Cleciane Doncatto. O significado do cuidado em UTI neonatal na visão de cuidadores em enfermagem. Revista gaúcha de enfermagem= Revista gaúcha de enfermería= Nursing journal of Rio Grande do Sul. Vol. 25, n. 2 (ago., 2004), p. 231-242, 2004.

TABILE, Patrícia Micheli et al. Características dos partos pré-termo em hospital de ensino do interior do Sul do Brasil: análise de 6 anos. Revista da AMRIGS, Porto Alegre, v. 60, n. 3, p. 168-172, 2016.

TAVARES, Luís Alberto Mussa. Uma declaração universal de direitos para o bebê prematuro. Rio de Janeiro: Diagraphic, 2009.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.