PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS FACIAIS, PSIQUÊ E O ESTIGMA SOCIAL: COMO MULHERES DE BAIXA RENDA NAVEGAM ENTRE A PRESSÃO ESTÉTICA E AS BARREIRAS ECONÔMICAS

Autores

  • José Carlos Guerra Júnior Centro universitário de excelência ENIAC
  • Anna Carolina Ribeiro Duarte Centro Universitário Eniac

Palavras-chave:

Estética facial, pobreza, saúde mental, violência contra a mulher

Resumo

Este artigo analisa a complexa dinâmica psicossocial e econômica que permeia a busca ou o desejo por procedimentos estéticos faciais por mulheres de baixa renda no Brasil. O estudo buscou compreender como a pressão estética, intensificada pela cultura do consumo e pela visibilidade digital, é internalizada e confrontada pelas barreiras de classe e pelo estigma da pobreza. Adotou-se uma metodologia de revisão bibliográfica sistemática e exploratória, baseada em autores brasileiros da Sociologia do Corpo e dos Estudos de Gênero. Os resultados teóricos sugerem que o corpo feminino, em especial a face, opera como um campo de batalha para a aquisição de capital simbólico, sendo a beleza percebida como um fator crucial de empregabilidade e ascensão social. A inabilidade econômica, somada ao julgamento moral que classifica o desejo estético como "fútil", intensifica os sentimentos de inadequação e exclusão social. Conclui-se que o acesso limitado a procedimentos estéticos não impõe apenas uma frustração material, mas reforça uma violência simbólica estrutural, com impacto significativo na saúde mental, validando a hipótese central do trabalho..

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Publicado

18-02-2026